04/03/2014

Novo Blog

Bom, gente, depois de vários momentos de tensão, finalmente decidi mudar o blog para um domínio próprio. As configurações avançadas ainda estão dando trabalho, mas o básico já está funcionando bem e ficou muito legal!

Então estou aqui pra convidar todo mundo pra conferir meu blog novo; e pra avisar que até segunda ordem esse vai ficar por aqui só com os posts antigos.
Um muito obrigada ao pessoal que me acompanhou durante todos esses anos!
Espero ver vocês por lá.

http://adevoradoradelivros.com


19/02/2014

Cinder



Ultimamente tenho lido algumas releituras de contos de fadas e nem sempre foram agradáveis especialmente por causa da tendência à falta de originalidade. Ou falta de sentido, dependendo.

Felizmente esse não é o problema desse livro ótimo que li de uma tacada só: original, inteligente e muito, muito divertido, é certamente um dos livros mais empolgantes que li recentemente.

A ideia, como pode ser sacado pelo nome, é ser uma releitura de Cinderela, mas a autora é esperta demais para se ater aos pontos exatos da trama do conto. Então tem sim uma órfã mal tratada pela madrasta e obrigada a trabalhar, tem as step sisters, tem um príncipe charmoso, e tem até o baile - mas felizmente as semelhanças acabam aí.

Lihn Cinder é uma ciborgue - uma humana que sofreu alterações drásticas no seu corpo pela tecnologia: ela tem um pé e uma mão metálicos, com fios dentro do seu cérebro que servem de ligações nervosas. Ela tem uma câmera nos olhos e uma ligação com a internet e um pequeno computador no cérebro. O mais legal de tudo é que seus sensores internos são programados para reconhecer quando alguém está mentindo, mas tem várias outras particularidades que a fariam uma espécie de super humana. Mas na sociedade onde ela vive, após a quarta guerra mundial, ciborgues são considerados menos do que humanos e cidadãos de segunda classe.

Cinder foi adotada por um cara x, que morreu da peste logo depois, deixando-a para ser criada por Adri, a esposa dele que, como todos os outros, detesta ciborgues. Adri faz Cinder trabalhar como mecânica para pagar as contas da família.

Quando Peony, a irmã legal de Cinder, contrai a peste, Adri "voluntaria" Cinder para os testes de vacinas que os médicos imperiais estão fazendo. Porque, como a peste é uma ameaça problemática e urgente, e o próprio imperador contraiu a doença mortal, os médicos imperiais fazem um esquema de "sorteio" de ciborgues para testes tentando achar uma cura.

Ao mesmo tempo, o charmoso príncipe Kai leva uma andróide para ser concertada por Cinder no mercado, e os dois começam uma amizade que faz a garota ficar muito surpresa.
Quando ela é forçada a se voluntariar para os testes da vacina, ela acha que vai morrer, mas fica ainda mais surpresa ao descobrir que é imune à doença - sem contar que tem a chance de trombar com Kai novamente quando ele vai perguntar ao médico chefe sobre novas descobertas sobre a cura.

E ainda por cima tem a ameaça dos lunares, humanos que desenvolveram uma certa habilidade psiônica durante a centena de anos que ficaram isolados na lua, que fica ainda mais complicada quando a rainha psicopata e ditadora da lua quer porque quer se casar com Kai para se tornar imperatriz da Ásia.

E no meio de tudo isso tem o baile anual do solstício de alguma estação, que era o sonho de Peony antes dela ficar doente, e para onde o príncipe insiste em ficar convidando Cinder - que recusa por saber que ele nunca nem chegaria perto dela caso percebesse que ela é uma ciborgue.

Bom, vocês pegaram a ideia. Cinderela ciborgue!
Muito legal.
A autora criou um universo interessante, num futuro tecnológico meio decadente, que inclui controladores de mentes, andróides e ciborgues - uma mistura de Blade Runner com contos de fadas. E ainda por cima ficou muito bom!
Fora a ambientação genial, o livro também tem personagens interessantes, uma protagonista que não é mimimizenta, uma andróide FOFA que chama Iko e gosta de roupas, e uma história previsível mas que não deixa de ser boa por causa disso.
Ou vocês tinham alguma dúvida sobre quem seria a sobrinha misteriosa que morreu no incêndio mas talvez não?

Acho que no fim das contas as melhores partes do livro são as que não remetem muito à história da Cinderela (que é bem idiota, vamos combinar) nem fica no romancezenho melequento dos protagonistas - ou seja, é uma adaptação de contos de fadas que não é muito fiel ao conto e um livro pra adolescentes bobocas que não é (tão) boboca.
O pessoal da reclamação na internet tá dizendo que o livro é cheio de buracos na trama (tipo a mecânica esquecer dos freios e tal) mas eu preciso dizer que eu não reparei em nenhum deles durante a leitura, só depois, o que é um ponto a favor do livro.
Eu não fico muito lendo os comentários dos blogs porque tenho a mania de já chegar querendo não gostar quando o livro é famosete (tenho espírito de hipster), mas não achei nenhum dos problemas MORAIS aqui que achei em Across the Universe, por exemplo, apesar de gostar de ambas as ambientações e perceber problemas de trama em ambos os livros.

No fim das contas é uma boa diversão que termina de um jeito que me deixou super ansiosa para ler o próximo livro da série.
Recomendo muito!

Título Original: Cinder (2012)
De Marissa Meyer (EUA)
Série Crônicas Lunares Livro 1

06/02/2014

If Death Ever Slept



Jarrell é um milionário chato que acha que a nora está roubando segredos de negócios dele. Ele quer contratar o grande detetive Nero Wolfe para provar que a moça "é uma cobra" e para fazer com que o filho dele se divorcie dela.

1. Nero Wolfe não trabalha com divórcio (Jarrell ignora essa parte e continua insistindo)
2. Nero Wolfe não vive sem seu assistente Archie Goodwin (Jarrell quer que Archie finja ser seu secretário para descobrir os podres da nora)
3. Jarrell chega para fazer a proposta dele num dia em que Wolfe e Archie estão brigados, e Wolfe acaba topando mandar o Archie pra casa de Jarrell só pra ouvir o Archie se recusar. Só que é óbvio que o Archie não se recusa - apesar de não ir com a cara do Jarrell, Archie também não vai dar o braço a torcer.

O resultado é que Archie vai morar na mansão de Jarrell com o nome de Alan Green, o novo secretário, e pensa seriamente em desistir do caso quando Jarrell oferece dez mil dólares para ele inventar algo contra a tal nora-cobra. Só que aí alguém vai lá e rouba a .38 do escritório de Jarrell.
E no dia seguinte o antigo secretário do milionário, suspeito de ser mancomunado com a nora para roubar os tais segredos de negócios, é encontrado morto, com um furo de .38 no meio da cabeça.

Aí a coisa fica séria.

Mais uma aventura do detetive obeso, sedentário e genial Nero Wolfe com seu assistente enérgico, mulherengo e bonitão Archie Goodwin. Eu sempre gosto quando as brigas dos dois causam situações idiotas, e esse caso todo se mostra uma idiotice desde o começo, mas nenhum dos dois quer admitir que estava errado e resolvem levar a coisa até o fim.
Archie começa um pequeno caso com a filha de Jarrell, a única mais normal da família - que escreveu um poema sobre um esquilo que ela matou quando criança, vejE bem a normalidade - e descobre que a tal nora pode ser mais perigosa do que parece.

Um dos livros bons da série. Recomendo.

Título Original: If Death Ever Slept (1957)
De Rex Stout (EUA)
Série Nero Wolfe Livro 29

04/02/2014

Escrevendo: Primeiro Mês

E aí, como a maioria de vocês já deve ter sacado, comecei a minha tentativa de escrever todos os dias (úteis). Não deu exatamente super certo; preciso organizar algumas coisas para conseguir aumentar a minha produtividade.
O salto, no entanto, foi super positivo.

Semana 1: 06 a 10/01 Escrevi quatro dias. O maior problema foi escrever a mesma coisa - tenho milhares de ideias e cada dia me empolgo pra escrever uma diferente.

Semana 2: 13 a 17/01 Escrevi todos os dias Ê!! e me dei um prêmio (o livro chatenho da Bones, que eu fiz a resenha aqui). Não foi nada de suuuuper qualidaaade, mas valeu a experiência especialmente pra mostrar pra mim mesma que consigo quando me esforço.

Semana 3: 20 a 24/01 Fiasco, escrevi um dia só. Também por causa da desempolgação com o livro da Bones - de que adianta me dar um prêmio se o prêmio me dá sono? Mas o trabalho também atrapalhou. Se eu tenho que entrar muito cedo num dia e sair muito tarde no outro, não consigo acordar cedo pra escrever e aí danou-se.

Semana 4: 27 a 31/01 Escrevi quatro dias, dos quais dois foram no blog e dois foram uma história nova que eu super me empolguei apesar de não ter escrito nada dela desde então =P

Quem sabe consigo algo melhor no mês de fevereiro?
Wish me luck! :)

03/02/2014

The Father Hunt



Amy Denovo é uma jovem que trabalha para Lily Rowan, a "namorada" de Archie. Quando ela fica sabendo que Archie é um detetive (ou pelo menos trabalha para um), decide um dia contar a ele seu maior segredo: ela nunca conheceu seu pai e não sabe quem ele é, e gostaria de contratar Archie - e Nero Wolfe- para encontrá-lo.

Sabendo da necessidade de pagamentos exorbitantes ao se contratar Wolfe, e sabendo que Amy é uma garota sem dinheiro, Archie tenta desencorajá-la da forma mais gentil possível e deixa por isso mesmo.

E no dia seguinte ela aparece no escritório de Nero Wolfe com uma caixa contendo vinte mil dólares em notas de cem, querendo contratá-lo para encontrar o pai dela.
Quando os dois detetives exigem saber de onde ela tirou o dinheiro antes de aceitar qualquer compromisso, ela conta que depois que sua mãe faleceu - foi atropelada por um carro e o motorista fugiu - ela recebeu do chefe da mãe uma caixa trancada. Quando Amy a abriu, achou mais de 260 mil dólares em notas de cem e uma carta da mãe, dizendo que o dinheiro veio do pai dela e que era para ela usar.

Com base nessas informações, Wolfe e Archie começam a investigação para encontrar o pai de Amy. A tarefa não é fácil, já que Elinor Denovo certamente não era o nome real dela, ela não tem nenhuma fotografia disponível e parece não ter amigos pessoais. A pista dos cheques não leva a nada, já que o milionário que deu os cheques à mãe de Amy, o frio e irritadiço Cyrus M. Jarrett, não só dá um fora homérico em Archie, como também dá provas de que ele não poderia ser o pai de Amy, pois estava fora do país na época em que ela foi concebida.
Depois disso os detetives ficam semanas sem nenhum progresso, até que Wolfe faz um salto de pensamento e resolve que Elinor foi assassinada deliberadamente pelo pai de Amy, e que será mais fácil achar o responsável por um assassino de alguns meses do que por uma paternidade de mais de vinte anos. Mas é claro que o assunto do assassinato é mais sério também, o que traz não só Cramer e toda a polícia em cima de Wolfe como também coloca a própria vida de Amy em risco.

Uma bela adição à série de Nero Wolfe, esse livro tem ainda por cima a qualidade de não se tratar de assassinato no início. Por isso achei que a história ficou mais inteligente e menos previsível.
Uma excelente pedida para quem gosta de policiais e para quem, como eu, segue religiosamente a série dos detetives Nero Wolfe e Archie Goodwin.

Título Original: The Father Hunt (1968)
De Rex Stout (EUA)
Série Nero Wolfe Livro 43

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails