04/09/2012

Uma Casa na Campina


 
Laura, com cerca de seis anos de idade, sua irmã mais velha Mary e sua irmãzinha Carrie, junto com seus pais, saem da casa de troncos na grande floresta do Winsconsin para tentar nova vida no território dos índios.

A história continua onde o primeiro livro da série, Uma Casa na Floresta, havia parado, com a viagem na carroça coberta típica dos pioneiros passando por vários estados norte-americanos, até pararem na enorme campina verdejante e começarem a construir tudo do zero: uma casa, um estábulo, um campo arado...

Para uma criança de cidade moderna como eu, as histórias da Laura foram encantadoras. Os valores que a família dela tinha fizeram parte da minha infância, e a forma como eles faziam as coisas é fascinante.

Pa e Ma construíram uma casa de troncos, fizeram o telhado, construíram o poço e o estábulo. Isso com três filhas pequenas e sem nem uma pessoa branca num raio de quarenta milhas.

Os índios, vistos sob o olhar impressionável de Laura, estavam sendo constantemente empurrados mais para o oeste pelo governo, que queria colonizar todas as terras do continente.

A polêmica envolvendo a questão é discretamente mostrada nas conversas dos adultos que a pequena Laura entreouve, até o clímax do livro, onde os índios se reúnem para um conselho de guerra e a família fica à mercê deles com apenas a carabina de Pa e o buldogue Jack para protegê-los.

Mas de todo o livro, o que eu mais gosto é que ele conta uma história real: a autora, Laura Ingalls Wilder, realmente passou por tudo o que ela conta, mesmo que as histórias sejam romanceadas para as crianças.
Um livro lindo e imperdível para se ler com a família inteira.

Título Original: Little House on the Prairie (1935)
de Laura Ingalls Wilder
Série Little House/ Laura Ingalls Livro 2

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